O lance, a essa altura, já não precisa ser descrito.
Está em todos os jornais, todos os canais de TV, na capa de todos os sites, como um dos vídeos mais assistidos do youtube, representado frame a frame em jornais e reverberando em todas as discussões de futebol.
E se no segundo posterior aparecesse um gênio de uma lâmpada, Deivid provavelmente teria pedido para estar, no instante fatídico, em um espaço entre meio metro atrás e algum lugar do Afeganistão.
Se chegasse atrasado naquela bola, era óbvio que seria criticado, mas já teria ficado, literalmente, para trás.
Bastaria se jogar, tentar no carrinho, mostrar toda a vontade de chegar.
Mas era bom não se esforçar tanto.
Vai que no carrinho, com a ponta da chuteira, ele erra aquele gol de novo?
Porque se faz… oras, se faz era gol. E só isso!
Teria gritado, comemorado, o Flamengo poderia vencer o jogo (ou não!) e ele teria marcado apenas um dos mais fáceis gols da história do Flamengo.
Mas ele perdeu…
E entrou para a história.