É tua última chance, futebol brasileiro!

Nunca é possível dizer que algo te surpreendeu quando o assunto é o futebol nacional.

O presidente da CBF não pode viajar, os clubes recebem milhões e não conseguem pagar salários, o STJD age como bem entende, e por aí vai.

Mas, aparentemente, nossos dirigentes querem se superar.

Após a dor da manhã de terça-feira, veio a esperança com a solidariedade de todo o mundo  e a emoção com os colombianos.

Por aqui, no entanto, já começavam a aparecer declarações lamentáveis, como a “tragédia pessoal” de Fernando Carvalho, e a insensibilidade de Del Nero.

Agora, se realmente tentarem utilizar a tragédia com a Chapecoense para livrarem-se do rebaixamento, esta será a gota d’água.

Entendo o luto e a dificuldade de voltar à rotina após a morte de tantos companheiros de profissão, alguns com quem você conviveu.

A imprensa também passa por isso com o falecimento de 20 colegas.

Foi difícil trabalhar segurando o choro, e muitas vezes ele escapou.

Mas seguimos em frente, como deve ser feito.

Se quiserem acabar com o campeonato, entendo, mas que aceitem a posição na tabela e não entrem com pedidos para evitar rebaixamento ou ganhar vaga na Libertadores.

Ainda mais com o pedido vindo de quem não aceitou sequer o adiamento de uma final de Sub-19, e comemorou um título que, convenhamos, não vale nada.

Não vou conseguir “consumir” nosso futebol caso manobras venham a acontecer.

Ensinarei meu filho apenas sobre a Premier League, LaLiga, Bundesliga, e demais europeus.

Não dá para respeitar quem vê oportunidade na tragédia.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Um dia difícil!

Faltavam segundos para o jogo acabar e um “Heróico” abria o título do relato do jogo, já pronto, esperando apenas pelo clique para ir ao ar.

A bola alçada na área causou apreensão na Arena Condá e também na redação, mas o pé direito de Danilo estava lá para salvar.

O sentimento de alívio pelo texto não ter sido comprometido se misturava à euforia da festa no gramado, nas arquibancadas.

A satisfação era ainda maior ao ver comentários na nota sobre a Chapecoense procurar onde jogar a decisão.

A quase sempre lamentável barra de comentários era amistosa, lotada de torcedores pedindo para a casa de seus times do coração receber aquela final em que todos já sabiam por quem torcer.

Se aquela bola não tivesse encontrado o pé direito de Danilo, é provável que o “Heróico” desse lugar ao “Trágico”.

Ninguém pensaria duas vezes antes de dizer que o destino foi cruel demais com a simpática equipe, que os “Deuses do Futebol” haviam falhado, ou não tinham coração.

index

Ao acordar na manhã desta terça-feira, nada parecia fazer sentido.

Ao receber um abraço meu filho em minhas pernas, elas ainda tentavam buscar o chão.

Aquele lance não saia da cabeça, assim como a imagem de Caio Junior comendo um salgado e rindo na redação da ESPN antes de participar do Resenha.

Uma terça-feira difícil de aceitar.

Muito mais difícil do que seria digerir uma derrota na outra quarta-feira, mas não sabíamos disso.

Não sabemos de nada! Absolutamente nada…

Somos todos o garoto na arquibancada, tentando entender ao mesmo tempo que não quer saber do que aconteceu, pois “o jogo combinado não era esse”.

Que os atletas e o colega de imprensa que ainda lutam por suas vidas tenham mais força do que qualquer torcida do mundo.

Que os familiares das 71 vítimas tenham a certeza de que recebem o apoio de um milhão de Maracanãs.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Sobre deuses e beisebol

campeaoEra tarde demais quando os deuses perceberam que deixaram Cleveland Indians e Chicago Cubs decidirem a World Series.

O primeiro tinha um jejum de 68 anos, enquanto o outro de 108.

Para quem dar o título?

Como a série final era melhor de 7 jogos, resolveram deixar empatada a disputa em Cleveland nos dois primeiros jogos, ganhando dois dias para discutirem a situação.

O grupo “pró-Indians”, alegava que seria o coroamento de um ano inesquecível para uma das cidades mais sofridas do esporte dos Estados Unidos.

Para os apoiadores dos Cubs… bom, eram 108 anos de fila e não tinha mais o que dizer.

Os deuses então entenderam que os anos mágicos de Michael Jordan nos Bulls já era o suficiente para que esperassem um pouco mais em Chicago, e os indians abriram 3 a 1.

Mas seria crueldade demais os Cubs não vencerem uma partida sequer de World Series no mitológico Wrigley Field, que os deuses tanto castigaram com suas maldições.

3 a 2 na série e a parada seria decidida em Cleveland.

Mas os deuses imploraram em nome de Steve Bartman, que só queria voltar a seguir sua vida em paz.

A festa ao redor do Wrigley Field

E, bem, a cidade já tinha festejado com os Cavaliers, tinha Lebron para tentar o bi.

A decisão ficou para o jogo sete, e ele começou com os deuses propensos ajudar os Cubs.

Mas as argumentações não paravam e, com 6 a 3 no placar, na 8ª entrada, a dúvida voltou a crescer com a lembrança dos Bears de 85 e o título do White Sox em 2005, com direito a varrida.

Jogo empatado, decisão longe de ser tomada e era hora de parar o jogo com uma chuva.

Era inegável a besteira que tinham feito.

Ambos mereciam o título, mas como resolver?

Os mais radicais chegaram a propor o fim do mundo com o jogo empatado.

E por que não?

Se o Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada, a final entre Indians e Cubs tinha tudo para acabar meia hora depois de tudo.

Mas seria maldade com o mundo.

Antes da 10ª entrada, os deuses olharam Bill Murray na arquibancada e o título seria dos Cubs.

Duas corridas anotadas e vieram os Indians para o bastão.

Então, num último esforço lembraram da dolorosa derrota dos Indians no jogo 7 de 1997, quando lideravam o placar por 2 a 1 até a 9ª entrada e acabaram derrotados.

A coisa voltou a ficar tensa, os Indians anotaram uma corrida e deixaram um em base, podendo empatar ou virar o jogo.

ultima-eliminacao

Não dava mais para argumentar.

A decisão teria que vir no cara ou coroa.

Deu Cubs.

Que os deuses tenham aprendido a lição.

E pobre dos homens que só gostam de um esporte.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Pior que o velho caso do sofá

Os mesmos de sempre, horas e horas antes do jogo e muito longe do estádio, se envolveram em uma confusão que utilizava o clássico como pretexto.

Confusão essa que deixou um saldo de uma pessoa morta, algumas feridas, danos materiais e ninguém preso.

Após mais uma reunião, o Governo do Estado de SP apresenta mais uma brilhante solução: a torcida única nos grandes jogos.

Parabéns!

Não se trata nem de tirar o sofá da sala, mas descobrir que sua mulher está te traindo com um conhecido e simplesmente proibi-los de se encontrarem em sua casa, onde eles nem se encontravam mesmo.

Ambos podem seguir se encontrando em qualquer outro ponto da cidade, como vinha acontecendo, mas não vão mais se olhar em sua casa.

Genial!

O próximo passo pode ser proibir o uso de camisa de clubes nas ruas, a proibição de exibir cores dos times, etc.

Mas duvido que pensem em punir quem briga!

O trabalho de reconhecimento não é difícil, e muitos adoram contar vantagem em redes sociais, que são até utilizadas para marcar estes encontros.

Basta procurar.

A “solução” vai encontrar apoiadores, como Paulo Nobre, que já vinha defendendo tal ideia há anos (talvez pensando no prejuízo que o setor visitante dá ao Allianz Parque).

Mas o fato é que o jogo com torcida única é a prova da falência não só do nosso futebol, mas de nossa sociedade.

Que os bandidos fiquem nas ruas, nos estádios, e o torcedor adquira o pay-per-view!

Deixe um comentário

Arquivado em Estaduais, Futebol, Opinião, Política Esportiva, Violência

Tô valendo nada…

Pelo segundo ano consecutivo, os melhores jogadores do time campeão brasileiro optam por largar o futebol brasileiro, e até a seleção, para embarcar para países sem tradição no esporte, mas com muito dinheiro para gastar.

É lógico que eu, pobre assalariado, iria aceitar a oferta que fizeram.

Mas quem recebeu essa oferta não é alguém que ganha o quanto eu ganho.

São jogadores consagrados, com bons salários, que vivem bem e que já atuaram fora do país, garantindo um bom pé de meia.

São atletas que, salvo uma catástrofe, receberiam ofertas muito parecidas deste mesmo mercado no futuro, quando já estiverem perto de encerrarem suas carreiras.

Como é o caso de Luis Fabiano e até o de Ralf.

Coisa que dá para entender.

Renato Augusto, aos 27 anos, deixa para trás uma oferta do futebol alemão (tão badalado) e a Seleção Brasileira (desgastada pelos dirigentes, mas ainda o ápice de um jogador).

Se a carreira de jogador vai até os 35 anos, estes aí vão ganhar muito mais do que a maioria dos brasileiros ganharão até os 70.

E não estão impedidos de trabalhar após pendurar a chuteira.

Antigamente eu lamentava que o jovem jogador não queria fazer história no futebol brasileiro, mas apenas ir para a Europa.

Hoje lamento que o jogador não queira nem fazer história.

Quer mesmo é ganhar na loteria!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Parada obrigatória

“Na quarta-feira, virou obrigação!”

O grito ecoou pelo Pacaembu na noite deste sábado, mas ficou a dúvida: antes não era?

O Palmeiras perdeu a chance de entrar no G-4, mas segue dois pontos atrás do Santos, que é o quarto.

A vaga não é inatingível.

Mas o título, faz tempo, só é possível se tiver a quarta-feira como obrigação.

E quem quer comemorar vaga?

Oras! Apenas eu quando estou procurando aonde estacionar.

Torcedores do Palmeiras, São Paulo e Santos veem o Corinthians perto de um título (que vem com vaga) e vão se contentar apenas com a vaga?

A quarta vaga, aliás, que leva para a fase preliminar, e ainda pode nem levar, em caso de título brasileiro na Sul-Americana.

O título da Copa do Brasil garante, no mínimo, um “papo de campeões” no boteco, ou ainda uma folia tremenda, caso o Corinthians tropece.

Sendo assim, na quarta-feira já era obrigatório vencer.

Precisamos é parar de comemorar vagas, pois lembrem-se que apenas 1 das mais de 32 equipes que disputam a Libertadores, será campeã.

E por aqui, cair na semifinal já é motivo de crise (que o diga o Aguirre).

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Que preguiça, Seleção!

O jogo da Seleção Brasileira ontem, contra Honduras, foi ruim de se ver, como tem sido padrão nos últimos tempos.

Aqueles que decidiram dormir mais cedo na noite desta quarta-feira, se deram bem.

E melhor ainda se saiu quem não pagou pelo caro ingresso para ver a partida em Porto Alegre, no Beira-Rio que recebeu 22 mil torcedores que, com toda razão, vaiaram.

Roberto Firmino fez o gol do jogo ainda no primeiro tempo.

O Brasil venceu, Neymar jogou toda a segunda etapa, mas nenhum fã do futebol brasileiro pode ter gostado do que viu em campo.

Honduras quase empatou, com dois chutes perigosos no segundo tempo.

Chances essas que não podem ser dadas por um time que tenta apagar um vexame recente numa Copa do Mundo em casa.

Agora vem a Copa América e o time de Dunga não é favorito.

E mesmo se for campeão, temos que ficar com o pé atrás.

Dunga já festejou a Copa América, a Copa das Confederações e… perdeu a Copa.

Pela tradição é lógico que o título é importante, mas voltar a jogar bola é muito mais.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria